quinta-feira, 17 de maio de 2012

CELINA MARTINS ALBUQUERQUE



Conheçam a primeira pessoa, em solo brasileiro, a ser batizada com o Espírito Santo: Celina Martins Albuquerque 


Nasceu em Manaus, AM, a 19 de setembro de 1874, filha de José Martins Cardoso e de Cândida Rosa de Aguiar Cardoso. Casou-se aos 25 anos de idade, no dia 25 de setembro de 1899, com Henrique Albuquerque que, como seu sogro, era prático em navegação nos rios amazônicos.No Pará, converteu-se a Cristo, na Primeira Igreja Batista de Belém que, na época, era pastoreada por Almeida Sobrinho, por quem Celina foi batizada, no batistério do templo à rua João Balby, 406.Em 1910, chegaram os pioneiros do Movimento Pentecostal, que começaram a ensinar a doutrina do Espírito Santo que traziam em seus corações. Celina se interessou pelo que eles pregavam e, crendo na verdade, passou a buscar a promessa de Jesus Cristo.Com a idade de 95 anos, a fiel anciã foi chamada ao descanso eterno, a 27 de março de 1969, em Belém do Pará.
O selo do Espírito Santo veio primeiro sobre ela
Celina Albuquerque e Maria de Nazaré foram as primeiras a declarar que aceitavam a promessa registrada em Atos 2.17-18: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão sonhos vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão...” Elas se propuseram a permanecer em casa, em oração, até que Deus as batizasse com o Espírito Santo.
À uma hora da manhã do dia 8 de junho de 1911, em sua residência na rua Siqueira Mendes, 79 (atual 161), Celina Albuquerque foi a primeira pessoas, em solo brasileiro, a ser batizada com o Espírito Santo. Estava confirmada a verdade pregada pelos missionários, que anunciavam um novo batismo.
Logo ao amanhecer, a irmã Nazaré apressou-se a ir à casa de José Batista de Carvalho, na av. São Jerônimo, 224, levando consigo a boa nova de que a irmã Celina recebera a promessa conforme a Palavra de Deus. Na casa de José Batista estavam reunidas várias pessoas, entre elas Manoel Maria Rodrigues, diácono da Igreja Batista. Ele declarou mais tarde: “Foi nesse momento que ouvi falar e cri no batismo com o Espírito Santo”. Maria de Nazaré, no dia seguinte, teve a mesma experiência: era batizada com o Espírito Santo.
Imediatamente, todos os membros da igreja tiveram conhecimento do fato e algumas pessoas resolveram ir à casa de Celina, a fim de averiguarem pessoalmente o que estava acontecendo. Entre os interessados estavam os irmãos José Plácido da Costa, diácono e superintendente da Escola Dominical; Antônio Marcondes Garcia e esposa; Antônio Rodrigues e Raimundo Nobre, seminaristas.
Os dois missionários não silenciaram, continuando a pregar a Palavra de Deus. Realizavam reuniões de oração onde moravam, local agora muito visitado pelos membros da igreja. O clima naquela peque comunidade evangélica era de tensão. Formaram-se dois grupos: o daqueles que aceitavam a doutrina pregada pelos missionários e se mantinham firmes nas suas opiniões e o grupo daqueles que rejeitavam a doutrina do batismo com o Espírito Santo e não se conformavam com a presença dos missionários no sei da igreja.
Uma santa mulher; heroína da fé
Entre os cooperadores da primeira hora, na obra pentecostal no Brasil, encontram-se algumas mulheres que, como desprendimento e heroísmo, enfrentaram os maiores desafios. Elas se puseram como verdadeiras colunas, como vasos de ouro nas mãos de Deus.

Celina Albuquerque destacou-se entre elas. Sua bravura evidenciou-se em episódios como o descrito por A. P. Franklin, autor de Entre Crentes Pentecostais e Santos Abandonados na América do Sul, citado em O Diário de um Pioneiro. Reporta-se a um incidente ocorrido em 13 de novembro (de 1911), por ocasião de um batismo, quando grande multidão, armada com facas e laços, estava decidida a impedir a cerimônia. O escritor começa a informar: “Os primeiros batismos eram feitos todos em segredo, geralmente, às onze horas da noite, pois não havia nem templos nem tanques batismais”. E prossegue: “Mas um dia criaram coragem e anunciaram um batismo público a beira-rio. Isso deu tempo para que os inimigos se preparassem. Vieram então várias centenas de homens e pensavam que com violência poderiam impedir o ato sagrado. O líder veio à frente carregando uma cruz. Os poucos crentes que estavam reunidos compreenderam o perigo naquele momento e temeram que sangue fosse derramado, Vingren procurou ler a Bíblia, mas foi impedido. Procurou outra vez, mas o líder tirou o seu punhal e se preparou para lançar contra ele”.
Neste instante, a irmã Celina interveio colocando-se entre os dois, e esse gesto salvou-lhe a vida. Então veio a inesperada providência de Deus: o Senhor fez com que um outro católico, pessoa idosa e respeitável, se impusesse, a gritar: “Chega! Deixem que eles tenham a sua cerimônia”. O líder do grupo intentava concretizar a ameaça, mas sem o mesmo ímpeto foi contido pela palavra do missionário: “Eu faço somente o que Deus quer!” E mesmo sob os riscos, que continuavam, o ato se realizou. E Deus deu o livramento.
Ao ser batizada no Espírito Santo, Celina começou a despertar os irmãos no sentido de lhe seguirem o exemplo, havendo sido, por conseguinte, um marco esplendoroso.




Informações Extraídas:
As Assembléias de Deus no Brasil – Sumário Histórico Ilustrado, com texto de Juanyr de Oliveira, CPAD, 1ª edição, 1997.
História das Assembléias de Deus no Brasil, CPAD, 2ª edição, 1982.
Fotos: História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil – CPAD – 1º edição – 2004.

2 comentários:

  1. Desprezando a Congregação Cristã no Brasil e a ação do Espírito Santo em nosso meio, em seu Diário Gunnar Vingren preferiu chutar e para bem longe do gol:

    “As duas primeiras pessoas que receberam a promessa do batismo com o Espírito Santo no Brasil foram as irmãs Celina de Albuquerque e Nazaré. Ambas falaram em outras línguas e profetizaram, e foram instrumentos de grande bênçãos na igreja desde o princípio.” (Diário do Pioneiro Gunnar Víngren).

    Na página 40 de seu Diário, ele foi mais claro ainda ao afirmar:

    “A uma hora da madrugada a irmã Celina começou a falar em novas línguas, e continuou falando durante duas horas. Foi, portanto, a primeira operação de batismo com o Espírito Santo feita pelo Senhor Jesus em terras brasileiras.”

    Vejam que Vingren foi enfático dizendo "a primeira operação de batismo com o Espírito Santo feita pelo Senhor Jesus em terras brasileiras".

    Um erro histórico gritante!

    Dando continuidade nesse erro, até hoje os assembleianos continuam a afirmar que foi a D. Celina a primeira no Brasil a ser agraciada com o batismo do Espírito Santo. Uma (con)tradição histórica equivocada e passada de pai para filho que deveria ser mudada:

    “O conservadorismo é levado tão a sério que qualquer “revisionismo” histórico como este seria impossível. Durante os próximos anos, o Mensageiro da Paz continuaria publicando, e livros de história da AD confirmando, que Celina Albuquerque foi a primeira pessoa no Brasil a ser batizada com o Espírito Santo, porque a tradição assembleiana não pode ser mudada.” (Alencar, Gedeon. Assembleias de Deus – Origem, Implantação e Militância (1911 – 1946), pág. 144. 1ª Edição: julho/2010. São Paulo, SP, Brasil).

    O que diz a história do pentecostalismo sobre a pioneira no Brasil com respeito aos dons espirituais e o batismo com o Espírito Santo?

    Vejamos:

    “1910 – Em abril, Lombardi retorna para Buenos Aires e Francescon chega ao Paraná, onde estabelece o primeiro grupo de segmento pentescostal no Brasil. Durante sua estadia, onze pessoas crêem no evangelho e são batizadas em águas e no Espírito Santo.” (Defesa da Fé – Revista de Apologética do Instituto Cristão de Pesquisas, pág.39 – ICP – Ano 12 – Nº 90 – março/abril de 2011).

    O histórico da CCB e a história da chegada de Víngren e Berg ao Brasil corrigem o equívoco gritante corrente nos meios assembleianos, pois os pioneiros da AD chegaram ao Brasil apenas em 19 de novembro de 1910 (Diário de Vingren), mas conforme o relato histórico acima, sete meses antes - abril de 1910 – “onze pessoas creram na mensagem pregada por Francescon e foram batizadas em águas e no Espírito Santo”.

    Portanto, "a primeira operação de batismo com o Espírito Santo feita pelo Senhor Jesus em terras brasileiras" ocorreu com os membros da Congregação Cristã no Brasil.

    Contra fato, não há argumentos!

    Deus vos abençoe.

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    1. agradeço pela sua opinião caro amigo Daniel
      mais uma linha de ideias....para buscar é aprimorar
      o nosso conhecimento...vou estudar mais a sua opinião
      com muito carinho e respeito...abraço....a paz

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